
Os carros elétricos são a melhor opção para quem procura um veículo que seja amigo do ambiente, económico e tecnologicamente avançado. Com a crescente preocupação com as alterações climáticas e a necessidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, os carros elétricos tornaram-se uma alternativa cada vez mais popular aos veículos tradicionais a gasolina e gasóleo.
A nível de vendas, em Portugal, os primeiros três meses de 2026 registaram a comercialização de 64.059 veículos ligeiros, o que representa um aumento de 9,4% em comparação com o mesmo período de 2025. Quando somadas as vendas de veículos de mercadorias e pesados, o total sobe para 73.753 unidades, um crescimento de 8,8% face ao ano anterior. Março consolidou esta tendência, com os veículos ligeiros de passageiros a crescerem 8,5%, enquanto o mercado total avançou 9,1%.
Os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) revelam que, no primeiro trimestre de 2026, 21,5% dos veículos adquiridos estavam equipados com motores a gasolina, 4,2% com motores a gasóleo e os restantes 74,3% com energias alternativas. Dentro desta última categoria, os veículos 100% elétricos atingiram 23,6% do mercado, e os híbridos plug-in (PHEV) representaram 13,4%.
É importante notar que, nos últimos dois anos, os veículos PHEV perderam a liderança entre os modelos com baterias recarregáveis para os veículos elétricos, impulsionados pela queda dos preços, baterias de maior capacidade, carregamentos mais rápidos e maior autonomia.
Os modelos híbridos são, atualmente, os mais vendidos em Portugal, incluindo full hybrids e mild hybrids. Embora os full hybrids ofereçam poupanças significativas e redução de emissões, os mild hybrids apresentam uma melhoria marginal no consumo, apenas cerca de 0,5 litros/100 km, dependendo da manutenção correta da pressão dos pneus.
Em abril de 2026, o pódio dos veículos ligeiros de passageiros foi dominado por modelos franceses. O Peugeot 208 liderou as vendas com 778 unidades matriculadas, um aumento de 55,3% em relação ao ano anterior. O Peugeot 2008 seguiu de perto com 748 unidades e um crescimento de 59,8%, enquanto o Dacia Sandero fechou o pódio com 635 unidades e uma subida de 13,8%.
O acumulado do ano, de janeiro a abril de 2026, mostra o Peugeot 2008 na liderança com 3.228 unidades, um crescimento de 13,4% face ao mesmo período de 2025. O Peugeot 208 ocupa a segunda posição com 2.571 unidades e um crescimento de 11,1%, seguido pelo Citroën C3 com 2.135 unidades, apesar de uma quebra de 11,6%. Entre os 10 mais vendidos, o Nissan Qashqai registou o maior crescimento, com 24%, enquanto o Renault Clio sofreu uma quebra expressiva de 42,4%.
As vendas totais de automóveis cresceram 10,2% de janeiro a abril de 2026, atingindo 98.722 novos veículos. Destes, 87% eram ligeiros de passageiros, 10% ligeiros de mercadorias e 3% veículos pesados. O maior crescimento homólogo verificou-se no segmento dos veículos pesados (38,8%), seguido pelos ligeiros de passageiros (10,8%), enquanto os ligeiros de mercadorias registaram uma ligeira quebra de 0,8%.
Top 10 de abril:
Peugeot 208 – 778 unidades
Peugeot 2008 – 748 unidades
Dacia Sandero – 635 unidades
Toyota Yaris Cross – 556 unidades
Dacia Duster – 513 unidades
Renault Clio – 462 unidades
SEAT Ibiza – 437 unidades
Citroën C3 – 399 unidades
Ford Puma – 361 unidades
Mercedes-Benz Classe A – 350 unidades
Mercedes-Benz: O Regresso dos Botões Físicos
Durante anos, a Mercedes-Benz apostou fortemente em interiores cada vez mais digitais, com grandes ecrãs e uma drástica redução de comandos físicos. O MBUX Hyperscreen, que ocupava praticamente todo o painel de instrumentos em alguns modelos, tornou-se um símbolo desta estratégia. No entanto, a marca admitiu recentemente que poderá ter exagerado, com o CEO Ola Källenius a reconhecer que a indústria automóvel foi longe demais na eliminação dos botões físicos.
A estratégia da Mercedes não passa pelo desaparecimento dos ecrãs, mas sim por encontrar um equilíbrio entre as duas soluções, devolvendo comandos físicos às funções mais utilizadas. Esta mudança já é visível nos modelos mais recentes, como o Mercedes-Benz CLA, eleito Carro do Ano 2026 na Europa. Embora mantenha um interior altamente digital, o CLA recupera comandos físicos no volante para funções frequentemente utilizadas. O mesmo acontece com o novo Mercedes-Benz GLC, cuja nova geração apresenta um volante com botões, seletores e comandos físicos, sem abdicar dos ecrãs. Esta abordagem deverá ser progressivamente adotada noutros modelos, como o Mercedes-Benz GLB, que combina uma arquitetura elétrica de 800V com comandos físicos recuperados no volante.
Contudo, a mudança ainda não chegou a toda a gama. Modelos como o EQE SUV, EQS, EQS SUV, Classe E e Classe S continuam a depender fortemente dos ecrãs do sistema MBUX para funções como climatização, multimédia, navegação e definições do veículo.
A importância dos botões físicos reside na capacidade de serem utilizados sem desviar demasiado a atenção do condutor. Um botão físico pode ser identificado pelo tato, permitindo o seu acionamento sem desviar o olhar do tabliê por longos períodos, como acontece frequentemente com os ecrãs táteis, que exigem localização visual e confirmação do toque. O Euro NCAP já penaliza modelos que concentram demasiados controlos importantes no ecrã central, e a TRL, organização britânica especializada em transportes, tem alertado para a distração associada às interfaces digitais.
A mudança de estratégia da Mercedes não se deve apenas às críticas, mas também aos dados recolhidos pela própria marca. Magnus Östberg, responsável pela área de software da Mercedes-Benz, já tinha revelado que os dados mostravam que os botões físicos eram mais eficazes para determinadas interações. Os grandes ecrãs continuarão a ser uma componente central nos Mercedes do futuro, mas a marca parece ter percebido que nem todas as funções precisam de estar escondidas atrás de um menu. O futuro deverá passar por um equilíbrio: ecrãs para funções avançadas e comandos físicos para ações que necessitam de ser utilizadas rapidamente durante a condução.
A revolução dos carros elétricos: um futuro sustentável e tecnológico
A indústria automóvel está a atravessar uma transformação sem precedentes, impulsionada pela transição para a mobilidade elétrica. Os carros elétricos, que outrora eram uma novidade tecnológica, estão rapidamente a tornar-se a norma, oferecendo uma alternativa mais limpa, económica e sofisticada aos veículos tradicionais a combustão interna. Esta mudança paradigmática está a ser catalisada por uma crescente consciência ambiental, regulamentações mais rigorosas e avanços tecnológicos que tornam os veículos elétricos mais acessíveis e competitivos do que nunca.
A nível de vendas, os números de 2026 confirmam esta tendência acelerada. Em Portugal, os primeiros três meses do ano registaram a comercialização de 64.059 veículos ligeiros, um aumento significativo de 9,4% em comparação com o mesmo período de 2025. Quando somadas as vendas de veículos de mercadorias e pesados, o total ascende a 73.753 unidades, representando um crescimento de 8,8% face ao ano anterior. Março consolidou esta trajetória ascendente, com os veículos ligeiros de passageiros a crescerem 8,5% e o mercado total a avançar 9,1%.
Os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) revelam uma mudança profunda no panorama energético do setor. No primeiro trimestre de 2026, apenas 21,5% dos veículos adquiridos estavam equipados com motores a gasolina, enquanto os motores a gasóleo representavam apenas 4,2% do mercado. A grande maioria, 74,3%, optou por energias alternativas, um testemunho da crescente aceitação e disponibilidade destas tecnologias. Dentro desta categoria, os veículos 100% elétricos (BEV) atingiram uma quota de mercado impressionante de 23,6%, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) representaram 13,4%.
Esta ascensão dos veículos elétricos não é um fenómeno isolado, mas sim o culmin